MULTÍMETRO DIGITAL

Os multímetros digitais não são tão recentes assim, mas o seu uso tornou-se bastante popular e quase uma unanimidade nos últimos anos, devido ao avanço da eletrônica e à redução dos custos de produção de equipamentos digitais.

Diferentemente de seus colegas analógicos, não é baseado em um galvanômetro, mas sim em um conversor analógico-digital.  O sinal a ser medido é transformado em um nível de tensão, o qual é ajustado em uma faixa de valores determinada, para então ser exibido em um display.

Com a modernização dos circuitos eletrônicos, hoje os multímetros digitais são capazes de realizar uma série de novas medidas, além de possuírem recursos que dificilmente poderiam ser concebidos em equipamentos analógicos. Dentre as novas medidas e recursos, incluem-se: medição do ciclo de trabalho, aquisição de dados, escala e polaridade automáticas etc.

Além disso, sua sensibilidade é muito superior à dos multímetros analógicos, sem levar em consideração a facilidade de visualização dos resultados.

Os multímetros analógicos ainda apresentam vantagens na maior velocidade de resposta à variação de grandezas e na menor susceptibilidade a interferências. Todavia, tais características estão sendo incorporadas aos modelos digitais mais sofisticados.

A figura abaixo ilustra um modelo típico de multímetro digital de baixo custo.
Possui dos bornes principais denominados COM e VΩmA, aos quais deverão ser conectadas as pontas de prova preta e vermelha, respectivamente. O borne 10ADC é utilizado exclusivamente para medições de corrente acima de 200mA e abaixo de 10A. Nesta situação, a ponta de prova preta continuará conectada ao borne COM e a vermelha deverá ser conectada ao borne 10ADC. Muito cuidado deve ser tomado neste tipo de medida, pois o aparelho não contará com o auxílio do fusível de proteção.

A grandeza a ser medida é selecionada girando a chave seletora. Durante uma medição, jamais modifique a posição da chave seletora. Sempre desconecte o multímetro primeiro.

Observando a figura à esquerda, verificam-se os seguintes grupos de medidas principais: DCV, ACV, DCmA e Ω.

O grupo DCV é empregado para medir tensões contínuas e possui escala de 200mV a 1000V.

O grupo ACV é utilizado em medições de tensão alternada e possui duas escalas: 200V e 750V.

O grupo DCA deve ser selecionado para que sejam medidas correntes contínuas na escala de 200 μA até no máximo 200mA.

Por fim, o grupo representado pelo símbolo Ω é utilizado para medir resistências de 0 até 2000kΩ (2MΩ).

Os valores das escalas de tensão e corrente representam a magnitude máxima que poderá ser medida pelo aparelho.

Para realizar uma medida, deve-se escolher um valor de escala igual ou superior ao que será medido. Quando o valor a ser medido for totalmente desconhecido, seleciona-se o maior valor da escala correspondente e, posteriormente, diminui esse valor para se obter uma melhor visualização da grandeza. Por exemplo: deseja-se medir a tensão da rede elétrica local de 220V. A escala adequada será a de 750 ACV. Lembre-se também de não mudar a posição da chave seletora durante uma medição; desconecte o multímetro primeiro.

Medidas de tensão e resistência são feitas em paralelo com o componente ou circuito a ser medido, enquanto que medidas de corrente devem ser realizadas sempre em série com o circuito. Uma conexão em paralelo para medição de corrente provocará danos ao multímetro. Além disso, para a medição de resistência, o componente ou aparelho devem estar desenergizados, sob pena que danificar o instrumento de medida.
O multímetro da figura acima ainda possui opções para medição de ganho de transistores (hFE), teste de diodos e tensão de pilhas e baterias.
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